
yours truly on a day that will live in infamy for the Bulls

riding limos everywhere...
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translations and dishes have this common fate; there was never any one, of either of them, that pleased all palates


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Peer review, being somewhat easier to arrange than divine inspiration, is now widely accepted as the best general approach to insuring translation quality. However, it is no less labour intensive than translation itself and consequently tends to be reserved for literary and scholarly works. It is generally minimal or non-existent in common commercial practice except in areas of unusually high liability like medical documentation and legal materials.
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Pergunto: Será que a grande ocorrência da pergunta What´s wrong? já criou um decalque? Primeiro, ponhamos a tradução em contexto: Antes da influência do inglês, as perguntas normais eram, por exemplo, além das traduções acima: 'Aconteceu alguma coisa?' 'De que se trata?' 'Alguma coisa não vai bem?' 'Que foi?' 'Que foi que houve?' 'Por que você está com essa cara? Está me escondendo alguma coisa?' Enfim, há em português inúmeras formas de perguntar se alguém ou alguma coisa não vai bem, se aconteceu alguma coisa, qual é o ponto em que o interlocutor discorda ou o que o incomoda, que mal ele vê em alguma coisa, fato ou ocorrência etc. Em nenhuma delas se sente necessidade do adjetivo 'errado'; parece ser este mais um caso em que persiste o primeiro sentido que a pessoa aprendeu na escola; basta abrir qualquer dicionário bilíngüe e se verá a extraordinária polissemia desse adjetivo. Note-se a distinção: Quando o adjetivo português varia - por exemplo, em 'Há alguma coisa errada?' - a pergunta parece natural. Mas já não parecerá tanto se se antepõe 'de', se acrescenta 'com' e o período não termina aí. Isso se dá tanto em perguntas como em afirmações: 'Há algo de errado com você?'/'...com o seu carro?' 'O que há de errado com ele?'/'...com você?' 'Não, você está enganado: não há nada de errado comigo'. Ou considere-se o with seguido de um gerúndio, para ver as construções canhestras a que o decalque poderia chegar: Como entraria o 'errado' em perguntas como 'What´s wrong with dancing?/with asking him yourself? etc. É visível aqui a tradução preguiçosa, ou a insensibilidade ao decalque.

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Para ajustar o ouvido ao novo idioma, era precise renegar todos os outros. Segui a recomendação de Kriska, exceto por meia dúzia de palavras em inglês, sem as quais não teria roupa lavada nem um prato de sopa no quarto do hotel. Deliberei por via das dúvidas jamais atender ao telefone, que aliás nunca tocou, e ainda renunciei a rádio e televisão, cuja programação local, segundo Kriska, andava infestada de termos estrangeiros. Assim, depois de um mês em Budapeste, já me soava quase familiar a cadência das palavras húngaras, com a tônica sempre na primeira sílaba, mais ou menos como um francês de trás para diante. Um mês em Budapeste, na verdade, significava um mês com Kriska, porque sem ela eu evitava me aventurar na cidade; receava perder, no vozerio da cidade, o fio de um idioma que vislumbrava apenas pela sua voz.
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