May 7, 2007

Mommy, what color is that? It's nigger brown, dear.

Via Into Spanish (check out also Colloquial Spanish, bringing you equivalent expressions and idioms in English and Spanish, also featured on Into Spanish.

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May 1, 2007


Scenario 1. Translator is bored at the prospect of subtitling the speech of someone he doesn't like. Translator thinks, I will just make a little joke here, surely the editor will spot it and we'll have a laugh at the drinking fountain later on. Editor doesn't spot it. Translator gets sacked. Definetely an extreme case of the Oopsie.

Scenario 2. Translator is fed up with his job at the news agency, even more fed up with being a translator, always bowing to someone to elses' ideas, always servile, translating stuff he doesn't agree with. Translator willfully makes a change of meaning, much in the tradition of the proofreader in História do Cerco de Lisboa. Translator gets sacked. Definetely an acute case of Tradutore Tradittoritis.

Read the story.

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Dec 13, 2003

Gafes das Arábias. Originally published by JB online.

Diálogos mal traduzidos, discursos abreviados, erros históricos. A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a países do Oriente Médio foi marcada por graves deslizes na comunicação com os chefes de Estado árabes. Mas não se pode culpar o tradutor, e muito menos recorrer ao provérbio italiano, segundo o qual todo tradutor é um traidor. Apontado como um dos responsáveis pelos erros de tradução, o professor Said Khoury é, na verdade, um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Khoury foi contratado pela Abin para dar aulas de árabe e francês. Ensina agentes e analistas de informação. Nem os colegas dele na Abin esperavam ver o pacato professor na tela da TV, falando ao ouvido de Lula. Mesmo com toda a prática em sala de aula, a tradução da conversa de Lula com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, foi desastrosa.

Entre os erros, Khoury teria avançado em 100 anos a data da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. Transferiu o fato histórico de 1876 para 1976. Até os jornalistas egípcios consideraram a confusão imperdoável. Khoury foi ''convocado'' para viajar ao lado do presidente Lula ao Oriente Médio. Além das aulas, o professor ajuda a traduzir documentos. Com o crescimento do terrorismo no mundo, o governo tratou de contratar professores de idiomas árabes e asiáticos para treinar os agentes e analistas da Abin.

Os funcionários de embaixadas de países árabes conhecem Khoury há muito tempo. Ele traduz textos por encomenda. O telefone que o professor deixa nas embaixadas, para contatos, é um dos ramais da Abin. O nome de Khoury não está registrado como tradutor juramentado no cadastro de profissionais da Embaixada do Líbano. A tradução juramentada é a única que tem reconhecimento perante a Justiça.

Segundo funcionários da embaixada, Khoury não tem muita prática da tradução simultânea. Uma tradutora de árabe, que preferiu não se identificar, afirmou que a tradução para o português é ''complicada''.

Colega de Khoury, ela diz que não é necessário estar registrado como tradutor juramentado para traduzir conversas entre dois presidentes, mas acha que só uma pessoa com muita experiência pode fazer tradução simultânea. Os colegas de Khoury na Abin não deram muita importância aos erros de tradução do professor durante a conversa de Lula com o presidente. Acompanharam emocionados a imagem do professor na televisão, entre os dois
presidentes.


- É o nosso Khoury no Líbano! - festejou uma funcionária da Abin.

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Dec 8, 2003

Uma Torrada ao Tradutor Desconhecido.

Nelson Ascher

É fácil zombar de um tradutor que, se fosse bem pago e dispusesse de bons dicionários, após conferir o sentido de "dog days" (canícula: os dias mais quentes do verão), teria, quando lidou com o filme "Dog Day Afternoon" (1975), abandonado a referência forçada ao melhor amigo do homem e, em vez de chamá-lo de "Um Dia de Cão", talvez o vertesse mais apropriadamente como "Uma Tarde de Calor".

E, malgrado ser cruel exigir de alguém que soubesse que "Three Dog Night" (uma banda americana formada em 68) quer dizer "uma noite muito fria" (pois os aborígenes australianos usavam seus cachorros, os dingos, como cobertor), não é demasiado esperar de um profissional que verifique se nos países anglófonos realmente se brinda "fazendo uma torrada" ("making a toast") ou se seus idosos retiram-se de fato ("retire") em vez de se aposentarem.
Quantos, porém, reconhecem os achados preciosos de algum herói anônimo? "Home Alone" (1990) diz o necessário e, por causa da rima, soa agradável. Vertê-lo por "Sozinho em Casa" tiraria toda a graça que, todavia, "Esqueceram de Mim" lhe restitui. Embora a tradução esteja longe do literal, quem a fez viu o filme e, partindo dele, chegou a algo que funciona tão bem quanto o original.

Outra tarefa corretamente cumprida foi o título brasileiro de "Ordinary People" (1980). Enquanto um profissional médio teria chegado, digamos, a "Pessoas Comuns" (para nem falar de tradutores de poesia capazes de atrocidades como "Povo Ordinário"), um anônimo competente descobriu a expressão coloquial que corresponde ao sentido da inglesa: "Gente como a Gente".

Devido, provavelmente, a um programa embutido milênios atrás em nossa massa cinzenta, uma das fontes inesgotáveis de humor continua sendo a semelhança sonora entre palavras que veiculam sentidos diferentes ou contraditórios. Se bem que tais paralelos, decorrendo no mais das vezes do acaso, quase nunca se repetem idênticos em línguas diferentes, nem por isso jogos de palavras constituem obstáculos necessariamente intransponíveis.

Em "Fun with Dick and Jane" (1977), aliás simpaticamente rebatizado de "Adivinhe Quem Vem para Roubar", uma paródia de "Adivinhe Quem Vem para Jantar" ("Guess Who's Coming for Dinner", 1967), um casal de alta classe média que perde a fonte de renda acaba, para manter sua posição social, recorrendo ao crime. Este logo começa a render além do esperado e, quando no coquetel que os protagonistas promovem comemorando seu reencontro com a fortuna alguém lhes pergunta qual o ramo a que se dedicam e o marido (George Segall) lhe responde "steal" (roubar/assaltar), seu interlocutor comenta que o aço ("steel") é um ótimo negócio.

Adequadamente, a versão brasileira também se vale de um trocadilho plausível: "assalto/asfalto". ("Rouba/roupa" teria, sem prejuízo do humor, dado igualmente certo).

Cada qual dos exemplos acima, por insignificante que pareça, não deixa de ser a solução inteligente para um problema que, na sua complexidade, encapsula a essência da tradução literária, algo que consiste, primeiro, em formular claramente tal ou qual dificuldade e, depois, em procurar a melhor solução possível.
Sem prescindir jamais da inspiração e de "insights", a atividade em questão possui uma natureza sobretudo racional. E é nesta que se oculta uma razão, quem sabe a principal, para que o estatuto enobrecedor de arte lhe seja habitualmente negado.

Há mais de 200 anos, desde pelo menos o romantismo e atravessando o simbolismo e o surrealismo antes de chegar à contracultura (que, se já não se manifesta tão impositivamente, ainda preserva certa hegemonia difusa), uma das maneiras dominantes de apreciar e entender as artes tem sido a que lhes atribui o papel de contraponto ao racional ou de seu pólo oposto, uma tentação particularmente sedutora perante uma audiência à qual a modernidade não cessa de impor, no dia-a-dia, exigências cada vez maiores de racionalidade.

Segundo tal visão, as artes seriam produto não tanto da sensibilidade cultivada e exercitada ou do pensamento exigente e meticuloso como, oscilando ao sabor de terminologias e jargões diversos, seja da alma e do espírito, seja do inconsciente privado ou coletivo, quando não de potências divinas ou demoníacas. Em todo caso, os ditames da racionalidade cotidiana não se aplicariam a elas.

Entre os que partilham dessas concepções, a tradução, devido a seu necessário pragmatismo e sofrendo, em consequência, de um excesso de cerebralidade associado a um déficit de espiritualidade, fica obrigatoriamente confinada a um degrau hierárquico inferior: na melhor das hipóteses, o de ofício. Agravando a situação, ela é, no que tem de melhor, uma resposta a algo que, para poder ser solucionado, teve de ser formulado enquanto um problema.

Acontece que aquilo que o tradutor aborda já surgira como solução de algum problema prévio. O pressuposto da traduzibilidade é o de que o autor também buscou resolver questões passíveis de serem formuladas, por exemplo: como fazer uma canção de amor sem cair na pieguice ou um poema político que não soe demagógico? A qualidade de uma obra, para quem a veja assim, mantém uma relação direta, por um lado, com a pertinência das questões que lhe dão origem e, por outro, com a inteligência das respostas elaboradas pelo autor.
Se quiser responder ao que era anteriormente uma resposta, o tradutor precisa reformulá-la enquanto indagação, refazendo inversamente o caminho percorrido por quem escreveu o original, de modo a descobrir qual era sua pergunta.

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Sep 3, 2003

Rata do dia. Today I sent Prentiss and Iggy the URL for a certain song a mile-long trail of private correspondence between myself and the Giant Jalapeno. Oh-uh. 'Too much information! Too much information!'

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Jun 15, 2003

Alhos por bugalhos. "Anunciados como superproduçoes, documentários estrangeiros exibidos por canais pagos no Brasil sao comprometidos por falhas de tradução e dublagens mal feitas". (Read more)

Side note: Blogger has upgraded its publishing system and support for special characters is now fubar. How culturally sensitive of Blogger.

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Apr 14, 2003

Translation Mixed Sucesses. "Thousands of U.S.-produced leaflets dropped in Iraq before the start of the war urged the country's citizens, in Arabic, "Don't Approach Coalition Soldiers" ("la taqurib"). But Fandy says the use of antiquated or formal Arabic made the warning difficult for most Iraqis to understand. (The message was meant as a caution: Soldiers are armed.) Fandy likened it to using of Victorian-era language today."

Related: Decoding Iraq's symbols of celebration via Damslog (new linguablog?)

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Apr 2, 2003

Tsk tsk, Samsung. This week I bought a new cell phone because my Startac died on me. I chose this one because it was light, silver and silly, with animations of Orcas jumping over boats at startup, 25 melodies to choose from as ring tones, including Carmen's Habanera and the Baby Elephant Walk. But lo and behold, their documentation is quite not up to their excellent musical standards. On the site they published an errata of their manual. Interesting to no one except localizers who will immediately recognize that the editor must have been sleeping throughout the editing phase.

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Mar 11, 2003

Translation Garden. A lot of interesting stuff for English into Chinese translators, including tutorials, articles, samples and problems. Totally unrelated: Panjabi MC is great! And yesterday I caught a TM segment of unknown provenance in my HD with the translation Meio do Leste for Middle East. Yeeks.

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Feb 14, 2003

Feb 12, 2003

Coca Cola- Bite the Wax Tadpole. Another urban legend related to translation.

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Jan 8, 2003

A Melhor Batatada do Ano. The year has barely started and we already found the most likely winner of the Enigmatic Mermaid Translation Howler Award. Here's the scenario (which should almost never be calqued as cenário when you translate into Portuguese). An unknown editor calls for help in understanding a sentence from a software manual. She can't figure out the meaning of the verb to prompt, which to me, is a clear indication that she has never even heard of the MS terminology glossaries and probably hasn't opened her pocket Michaelis, if she has one.

Help!

Estou fazendo uma revisão de um texto de informática traduzido por terceiros e não entendo bem o que significa a palavra prompted. Veja que a tradução soa estranho (sic). Seria você não está pronto para o CD do Office?? esquisito!


Source
If you are not logged on as a member of the Administrators group, you do not have sufficient permissions to repair the Office installation in this scenario, and you are not prompted for the Office CD.

Target
Se você não está conectado como um membro do grupo Administradores, você não tem permissões suficientes para reparar a instalação do Office neste cenário e você não é solicitado pelo CD do Office.

We turn a blind eye to the faulty grammar (the conditional tense calls for se você não estiver, blah blah), the use of você instead of the neutral usuário (which is debatable), but "você não é solicitado pelo CD do Office" can't be forgiven. The literal meaning of this sentence in the Última Flor do Lácio is "your presence will not be requested by the Office CD". Or maybe the Office CD wants the user to insert himself in the drive? It's also a possibility.

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