Mar 14, 2007

Revisora das Traduções Alheias. Eu já devia ter me acostumado. Desde que cresceu minha barba branca e encaracolada e ganhei calo nos cotovelos de tanta janela, as agências estrangeiras preferem me mandar trabalhos de editing.

Dei um chilique como uma delas essa semana e resolvi aumentar minha tarifa por hora para ver se eles largam a mão de me mandar só revisões. Adiantou? Não. Acabam de me consultar para mais uma.

Quando escrevi, a moça da agência topou na hora o aumento, mas disse que a minha tarifa já era a mais alta do banco de dados deles, pelo menos no meu par de línguas. Como pode isso?

Em comparação com outros pares de línguas, e com o que cobro dos outros clientes, ela era baixíssima, se vcs querem saber. Entrei para o time da agência num momento em que o dólar estava nas estratosferas, 1:4 reais, praticamente. Joguei o preço bem lá embaixo para catar serviço sem prejudicar o bolso. Depois me lasquei toda. A agência cresceu e virou um dos meus clientes importantes, e eu lá, xingando cada vez que via o PO e olhava a cotação do dólar.

Lição aprendida. Nunca mais me deixo levar na onda do dólar alto. Mas ainda resta o problema. Se não é a tarifa baixa que determina essa avalanche de trabalhos de revisão, como eu faço para me livrar da barba branca e dos calos cotovelares?

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